Mundo - História e Atualidades

Quênia – Campo de Refugiados, Situação de Miséria, População da Somália







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Conheça hoje um pouco mais sobre o país africano Quênia que concentra o maior campo de Refugiados do mundo, veja como é a situação da população que lá vive, a Miséria e Crise Humanitária que os assola.

Campo de Refugiados em Agosto de 2011, Foto de Thomas Mukoya/Reuters

História

O Campo de refugiados Dadaah foi criado em 1991 com um complexo de 3 campos – Ifo, Dagahaley e Hagadera – com a capacidade de abrigar até 90 mil pessoas.

O motivo foi uma Guerra Civil no país vizinho Somália, após a queda do ditador Mohamed Siad Barre, e esperava-se que fosse um acampamento temporário, mas hoje 20 anos, os refugiados não retornaram ao país de origem, pois a situação de conflito na Somália não se resolveu.

Atualmente, milhares de pessoas vão refugiar-se no Dadaah, fugindo também da Seca, Fome e falta de condições.

Segundo o chefe da agência de refugiados da ONU, “Refugiados somalis que buscam abrigo no Quênia para escapar da seca e da fome extremas são os mais pobres entre os pobres e as pessoas mais vulneráveis do mundo”.

Estrutura e Organização

Ao chegar no campo, as pessoas são cadastradas pela ONU, avaliadas pela organização Médicos Sem Fronteiras, e recebem uma cesta básica (para até 21 dias).

Mas a grande dificuldade é encontrar um local para morar, já que desde 2008 o campo foi declarado lotado, e não há mais distribuição oficial de barracas. Agora, as tendas são improvisadas com gravetos, sacos plásticos, panos e outros.

Localização do Dadaah, Quênia, África

O Campo é coordenado e mantido por ajudas humanitárias do mundo todo. Em 2011, devido a maior seca e crise na região, um apelo internacional foi feito em julho, e até o dia 3 de agosto, ao menos US$ 24 milhões foram arrecadados de países europeus, dos EUA e do instituições privadas. 

Dados da realidade dos refugiados

Como você pode ver pelos dados acima, faltam Água Encanada, Rede de Esgoto, pavimentação, além de mais escolas, hospitais e postos de saúde, o que leva a uma situação sub-humana de vida e sobrevivência. Crianças e jovens mal alimentados não conseguem se desenvolver saudáveis, doenças são mais suscetíveis, entre outros.

Além disso, os refugiados não recebem a cidadania pelo governo do Quênia e não podem deixar o campo sem permissão das autoridades.

Educação, Trabalho e Segurança

Nos campos há escolas primárias, porém não atendem toda a população, e muitos jovens não completarem o segundo grau. Não existem universidades em Dadaab, apenas poucos conseguem bolsas e permissão para estudar na capital do Quênia ou noutro país.

Crianças Somalis refugiadas no Quênia

Legalmente os refugiados não têm direito a trabalhar, mas uma pequena economia se criou nos campos. O Comércio é a principal fonte de renda – há mercados com itens básicos, comida, roupa, brinquedos e outros; e outras profissões como Costureiro.

A Segurança é feita pela polícia queniana, e nas organizações da ONU há uma segurança privada.

Fonte: Reportagem do G1

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